2009/10/01

no mundo extremo dos nomes,
existiam as raízes,
exteriores, genuínas,
e os minutos,
[e as horas]
que morriam em minutos,
[e as mãos]
que se cosiam umas nas outras,
e os dedos
difusos, lentíssimos,
sem palavras,
[aglossos]
e o meu corpo
cerzido no teu,
e o vento,
morrente
e a força,
inusitada,
de um Sol ardente,
e a terra
[calcinada]
dolorosa,
marcada a ferros
com a saudade de um futuro

como se não houvesse,
nas coisas,
[em todas as coisas]
o travo amargo do demasiado tarde,
o peso do homem antigo,
lastrado,
com o ferro da solidão
das coisas,
[de todas as coisas]
à deriva
no mundo extremo dos nomes



5 comentários:

S.Y.Rodrigues - disse...

é um poema muito bem conseguido, original no seu todo! merece ser melhor analisado..notei numa ligeira simetria, como um regressar e entrelaçar de palavras

just me, an ordinary girl disse...

hummm, eu gosto mais destes posts do que... por ex ... o anterior

tenho vergonha de admitir que nem ouvi nem li o que disse sr Cavaco Silva
vou tentar corrigir-me nos tempos proximos e prestar mais atençao a "vida politica" do nosso país, pq é um dever de quem aceita viver em sociedade
E ate a minha filha que fez ha pouco 18 anos é uma militante activa!!!

parabens pelo poema!!
e pelo blog,claro

CPrice disse...

Gostei imenso.

Blondewithaphd disse...

Darn! So many words I don't know.
No resto, li gostando como se gosta quando se gosta.:)

S* disse...

Gosto... se bem que desconhecia o significado de algumas palavras (shame on me). :D