2009/02/25

[lenta, mansamente]
teces com os dedos
frias redes de silêncio

e lança-las às águas
[escuras e profundas]
do nosso distanciamento.

.

11 comentários:

Sanxeri disse...

Aind não consegui perceber se os teus textos são reais ou apenas fruto da imaginação. :)

As redes são difíceis de desemaranhar...

ME disse...

triste mas bonito

mdsol disse...

Palavras que dizem bem o silêncio de quando elas não são possíveis!
:))

Margarida Araújo disse...

E nas frias redes
que o nosso silêncio teceu
pesca-se de súbito
a palavra mar.

Do profundo mar
pesca-se "ao sentir"
a palava amar
e em todas as ondas
se fará o nosso encontro
em em todas as marés
lenta, mansamente
adormecemos.

Anónimo disse...

Com vontade e paciência... tudo se consegue destrinçar... ;)

besus
(Parabéns!!!)


heidi

Blondewithaphd disse...

Yhaiks, hmmm... distanciamento... isso não é bom.

Rochelle disse...

verdadeiro, cru, cruel, bonito e tão bem escrito.

Margarida Araújo disse...

...a voz das marés vivas!

Ana disse...

É tudo verdade. E é tudo mentira.
E ainda assim ainda teces sussurros, tristes e roucos.Como a voz das marés.

Horas Sem Tempo disse...

Adorei este poema.
Uma dúzia de palavras que traduzem o descontentamento que o silêncio provoca.
Gostei.

Filomena Barata disse...

Belo Alexandre