Um livro, quando bom, vale pelo que é. Pelas palavras, frases, que contém dentro. Espanta-me, assim, que haja quem se masturbe com os autores dos livros, quem os analise, quem os afague, quem os vilipendie, quem faça das vidas desses autores verdadeiras hagiografias ou quem, pelo contrário, só porque o autor é gay, ou comunista, ou se vista de carmim, insira as suas obras no Index Librorum Prohibitorum.
Um livro ou é bom ou é mau. Pode, quanto muito, ser apenas um livro assim-assim.
Agora, irrelevante mesmo, é o seu autor. E a vida desse autor. Como irrelevantes são sempre os críticos de literatura ou a cor da camisola dos tradutores desse autor.*
Um livro ou é bom ou é mau. Pode, quanto muito, ser apenas um livro assim-assim.
Agora, irrelevante mesmo, é o seu autor. E a vida desse autor. Como irrelevantes são sempre os críticos de literatura ou a cor da camisola dos tradutores desse autor.*
* post escrito comigo ainda fodido com uma crítica no Público - certamente da autoria de um amigo qualquer da Hélia Correia - e que me levou a comprar o mais que possidónio e mal escrito Lilias Fraser. E olhem que já lá vão muitos anos!
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4 comentários:
Qualquer pessoa tem capacidade de escrever diversos tipos de coisa. Por isso um livro nunca deve ser avaliado por ser escrito por A ou B, e muito menos se deve ter em conta a sua vidinha.
Críticos irritates, é o que é.
"Some books are undeservedly forgotten, none are undersevedly remembered", W. H. Auden
A propósito....talvez possas gostar do livro que agora me acompanha "como falar dos livros que não lemos ", Pierre Bayard.
RL
(imperdoável : perdi-me no carnaval, e pensei só hoje estar a 25 :( . Beijo de parabéns atrasados, miúdo.
Ainda chateado?? Não conheço o livro, mas é melhor ficar sem conhecer mesmo... pelos vistos. ;)
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