
Manuel Pinho, recém-ex-ministro da República Portuguesa, fez este gesto, hoje, no Parlamento. Um gesto que, aparentemente, é considerado como muito ofensivo e que, a ser feito por ministro, implica demissão automática.
Eu, que fiz 4 anos e tal de tropa, que até já andei no mar com estivadores e no campo com lavradores, fico na mesma.
Isto é o quê?
Que amanhã há tourada em Salvaterra de Magos e que Vosselências estão convidadas?
Que me parece a mim que hoje acordei com orelhas de burro?
Que yo no credo en el demo pero que lo hay, lo hay?
Que ando a comer-te a mulher, meu ganda cabrão?
Ou que bem que ia agora uma chanfana de cabrito?
Acho que nunca o saberemos.
Em todo o caso, uma das vantagens acessórias deste gesto ter sido feito no canal Parlamento é o de ficarmos a saber, pelo menos, como é que se insulta em linguagem gestual: é só deixar os braços caídos que o interlocutor assume logo um belo par de chifres.
Portanto, já sabem: sempre que derem com um surdo, pelo sim, pelo não, ponham logo os bracinhos no ar. Não vá o Diabo tecê-las.

3 comentários:
É sinal de que lhe deu uma coisinha má e perdeu momentaneamento a capacidade de discernimento.
Segundo acessores directos... o senhor anda stressado! Coitado! ;)Tenham dó! Dialongo com os meus botões, a demissão até deve ser a sua menor preocupação. Para ele deve ser um alivio. Como as coisas andam...
besus
heidi
melhor paródia que li sobre o assunto .. !
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