
Há uma Paris, a que descobri aos 12 anos durante um trimestre em que a calcorreei, a pé e de metro, boulevard acima, boulevard abaixo e há a outra Paris, uma outra França, as que quis descobrir depois de descobrir a fotografia de Ronis e de Doisneau.
Não as descobri, como é óbvio: eram cidades, gentes, outras terras, outras eras geológicas, fossilizadas em sais de prata e fixadas em papel baritado por olhares que não eram deste mundo, mas de outro.
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3 comentários:
Fica mal dizer que é das metrópoles - essas míticas e gigantes - de que mais desgosto? (fica, eu sei, mas que queres?)
Mas sim, as fotos são quelque chose d'unique).
isso é porque tu ainda não viu as minhas fotografias de paris! a cidade nem parece a mesma de tão feia...
mas essas do ronis, realmente, aplaudo em pé.
exacto! eram outros tempos em que se podia fotografar livre, e ainda a preto e branco. agora é tudo uma desgraça ... L.
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