2009/10/26

Quando a democracia é muito bonita

Vá, malta, vamos a votar a favor ou contra a construção do cais de cruzeiros em Angra, aqui.
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9 comentários:

Anónimo disse...

agueeenta!
Todos sabemos o quanto nefasto é a assumpção do poder. Manter-se no poder muitos anos com eleições género está no papo, da nisto!
Oh pá,onde anda o deputado Fagundes? Essa alma iluminada. E o secretário Álamo? O César é que sabe. Peluê senhô! Os rabos-tortos na querem desenvolvimento. Cá nada! Dá-lhe uma Marina e um terminal de cruzeiros, queles van fica todos atoleimados.
Sempre achei que os políticos de esquerda tinham um visão mais responsável da cultura. Engano meu. Tudo serve para sacar votos e distribuir benesses. O betão é, mesmo em tempo de crise, a matéria máxima. E os patos bravos a classe mais poderosa deste portugal. Do Minho a (Timor, como dizia o botas), portugal é um jardim de betão à beira-mar parido.
madrid

Anónimo disse...

Um cais de cruzeiros em Angra só traria mais valias à Terceira.

Primeiro porque potenciava a cidade património, valorizando-a turisticamente;
Segundo porque traria inegáveis vantgens económicas (cada vez que um barco encostasse, eram 1000 turistas endinheirados);
Terceiro porque potenciaria o turismo subaquático, com eventual relevancia para a arqueologia submarina;
Quarto, divulgaria Angra no mundo.

- E preciso mais?

Anónimo disse...

Fui fulminado pelo absurdo; Construir um cais de cruzeiros numa baía(já de si bastante atrofiada) repleta de testemunhos arqueológicos (onde muitos serão irremediavelmente destruídos e descontextualizados), numa cidade Património da Humanidade, com um porto oceânico com melhores condições a pouco mais de 20 Km de distância (20 minutos de carro), soa-me a sketch de Monty Python... ou então Portugal é que se tornou um circo.

Rui

Anónimo disse...

O Porto da Praia localiza-se numa zona industrial e na vizinhança do porto de pescas.
Se tem optimas condições para porto comercial, não tem para receber turistas.

A baia de Angra, com o Monte Brasil, o castelo e o casario de Angra oferece um optimo enquadramento para um porto de cruzeiros.

Afinal o que é que interessa existirem barcos naufragados se não podemos usufruir da sua presença? Não tem mais lógica recuperar o recuperável, remetendo para o museu e organizar programas de mergulho arqueológico para quem os quiser visitar?

Angra necessita dinamizar o património que possui. Necessita rentabilizar o investimento na recuperação do seu património.
Os comerciantes de Angra necessitam de dinheiro do exterior, que só o turismo seleccionado pode trazer.

É assim que se progride e se avaça, não é com lamechisses sem, pé nem cabeça.

Anónimo disse...

Lembro-me do caso da marina e dos profetas que gritaram do alto das suas tribunas aos tolos que os quiseram ouvir que "agora sim, os turistas hão-de chegar em bandos, gastar aqui o seu dinheiro e encher-nos a bolsa!".

Anos depois - e não se tendo avistado nas ruas de Angra essa infinita mole de visitantes endinheirados - recuperam-se os mesmos argumentos, ouvem-se as mesmas vozes, enganam-se os mesmos tolos.

Mas nem é a utilidade de um terminal de cruzeiros que está em causa. É a nova ameaça a um património arqueológico único em Portugal, numa cidade que, fazendo jus ao seu estatuto, deveria ser a primeira interessada na sua salvaguarda.

Como Açoriano só posso lamentar a tacanhez daqueles que acreditam que o terminal de cruzeiros é panaceia para os males de Angra.

Como arqueólogo, só posso lamentar a apatia dos senhores deste acanhado feudo, pelo nosso património histórico e por tudo o mais que não seja aço e betão.

Aos navios que demandavam porto seguro nestas águas e cujos esqueletos e as estórias jazem na angra que é do Heroísmo, que o mar lhes seja leve, já que dos Homens não se espera clemência. Enfim, lamechices.

Rui

just me, an ordinary girl disse...

oh,eu ando a procura dos outros posts, que gosto mais

nao é que estes assuntos nao me interessem, mas nao estou "por dentro" o suficiente para comentar, sorry

g. disse...

se o meu voto ajuda já cumpri com o meu dever

Anónimo disse...

É TRISTE…CAIS DE QUÊ??

Já li muitos artigos, jornais, revistas, paginas web, etc. Por isso tomei a liberdade de também me expressar relativamente a este assunto, já polémico. Também sei que muito mais se vai escrever e dizer sobre este assunto e que muita agua vai correr debaixo da ponte até que se realize alguma coisa (temos pena).

Já se ouviu e viu algo semelhante quando se tratou da construção da marina.

Já se mudaram as tábuas do costado d’uma traineira, dizendo-se que eram um achado arqueológico.

Já se ganhou rios de dinheiro com as explorações subaquáticas e quer-se ganhar mais (muito esperto) (s). Será para pagar outro curso?

Já se perguntaram quantas almas tiveram a oportunidade de ver os tais, os famosos achados arqueológicos?

Já se pensou nas “mais-valias” que o turismo arqueológico subaquático trouxe a esta Ilha? Tenham dó.

Já pensaram que por muito poucos cruzeiros que acostem em Angra, sempre serão mais turistas que aqueles que vêem fazer o tal mergulho arqueológico.

Já estou cansado de ouvir a nossa gente dizer (é tudo para S. Miguel), abram os olhos.

Já passado com os nossos políticos e as suas politicas de trazer por casa, com os nossos jornalistas e os seus artigos de opinião e agora também os comentários nas páginas da Internet, fico arrepiado, quando ouço alguém dizer; “um cais de cruzeiros em Angra vai fazer concorrência às portas do mar em S. Miguel”. O que é isto? Está tudo doido?

Já não sei o que fazer, cada vez que se fala em fazer algo nesta terra, aparecem logo os Velhos do Restelo. Se não fazem, é porque não fazem, se tentam fazer…

Já sei que me vão chamar nomes! (Fico deveras preocupado). Não sou, nem serei contra os parques arqueológicos subaquáticos, mas não me lixem. Ficar eternamente agarrado ao passado enquanto vemos outros em direcção ao futuro.

Alvarino! disse...

Na Praia da Vitória já está praticamente feito o cais é só adaptar, não faz sentido nenhum que destruam mais ainda a baía de Angra só porque sim.
Uns autocarros (ou "barquinhos")à maneira podem transportar perfeitamente os srs. turistas para a Cidade Património.
Força Prof. Paulo Monteiro, compreendo a dificuldade que é fazer ver um cego!